Fio da Palavra
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A EUROPA DESDE 1945

MARY FULBROOK

Capa A Europa da segunda metade do século XX ficou marcada por importantes ondas de transformação: do nacionalismo à integração, e aos nacionalismos ressurgentes; do imperialismo à descolonização, e a uma crescente diversidade étnica e cultural; da divisão entre capitalismo e comunismo e entre ditadura e democracia a uma impressionante convergência de sistemas políticos e socioeconómicos; de grandes diferenças regionais a uma sociedade cosmopolita cada vez mais homogénea e urbanizada.

Em capítulos que incidem sobre a política, a sociedade, a economia, a cultura, as relações no interior da Europa e as relações com o mundo não-europeu, uma equipa de historiadores de primeiro plano investiga os padrões gerais, mas também os temas locais e as variações em diferentes partes da Europa, no Leste e no Ocidente.

Colaboradores: J. David Armstrong, da Universidade de Exeter; Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley; Erik Goldstein, da Universidade de Boston; Hartmut Kaelble, da Universidade Humboldt, em Berlim; Axel Körner, do University College de Londres; Klaus Larres, da Queen’s University de Belfast; Donald Sassoon, do Queen Mary and Westfield College, da Universidade de Londres. +


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A MORTE DE D. JOãO I

Um Tema de Propaganda Dinástica

ARMINDO DE SOUSA

Capa «Há na História de Portugal um sem-número de acontecimentos cuja cronologia parece definitivamente adquirida e sobejamente divulgada de tal forma que bulir-lhe assume foros de ousadia. Figura entre eles o da morte de D. João I, datado, como é sabido, de 14 de Agosto de 1433». Partindo de uma recôndita declaração do Infante D. Pedro a um texto de cariz legislativo, que antecipa este acontecimento em um dia, Armindo de Sousa percorre e reavalia sucessivamente os testemunhos conhecidos, desde as crónicas de Rui de Pina e de Gomes Eanes de Zurara até ao Livro dos Conselhos de D. Duarte, passando pelo próprio epitáfio do Mestre de Avis. Num exercício magistral de crítica histórica, o autor fornece-nos as várias chaves de leitura que permitem descodificar os textos analisados e perceber os mecanismos através dos quais a morte do rei foi convertida num motivo de legitimidade para a nova dinastia.

«Num dos estudos mais marcantes da renovação historiográfica portuguesa dos anos 80, Armindo de Sousa faz, de um testemunho documental que contradiz a unânime afirmação dos cronistas do século XV, o indício de um complexo acto de propaganda política, e reconstitui os pressupostos ideológicos e mentais que lhe dão significado. Com notável erudição, grande sensibilidade aos textos medievais e excepcionais capacidades de análise e de sentido crítico, o autor soube fazer de um pormenor aparentemente insignificante o indício de um complexo feixe de motivações históricas.» José Mattoso +


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AS SENHORAS DE ZAMORA

Segredos, Conflito e Poder na Igreja Peninsular do Século XIII

PETER LINEHAN

Capa As Senhoras de Zamora conta a história de um convento de freiras numa cidade espanhola do século XIII, das suas guerras com o bispo, da sua relação em tudo amigável com os frades dominicanos locais e das consequências mais vastas das suas acções. Baseado em documentos inéditos do inquérito ao caso que envolveu as freiras e os Dominicanos de Zamora, o livro torna mais nítido um conjunto de aspectos deste período raramente tratados: as tensões entre as ordens mendicantes e as autoridades eclesiásticas locais; a religiosidade ducentista, em particular a religiosidade feminina; e os conluios nas altas esferas do poder, tanto em Castela como na cúria papal. Para além do mero relato de acontecimentos, envolvendo freiras apanhadas em flagrante ao portão do convento, encurraladas por frades tumescentes na enfermaria e no forno conventuais, dando mau olhado à prioresa e ameaçando o seu bispo com robustos varapaus, a obra põe a nu as realidades da vida dentro e fora de um claustro nos anos finais século XIII, um tempo que ficou marcado pelas grandes conquistas da Espanha cristã frente ao Islão andaluz. A edição portuguesa é complementada por um estudo recente que o autor dedicou a uma das figuras centrais da história: o bispo de Zamora, Suero Pérez. +

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DEZ DISCURSOS HISTóRICOS

BARACK OBAMA

Capa Dez discursos históricos que ajudaram a levar Barack Obama à presidência dos Estados Unidos da América. +

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JORGE LUIS BORGES

JASON WILSON

Capa A imagem mais conhecida de Borges é a de um homem cego, um decano das letras em cuja escrita a emoção era subjugada pelo jogo das ideias. No entanto, Borges, que nasceu em Buenos Aires, em 1899, só ficou efectivamente cego nos anos 50 do século passado, e nas décadas anteriores à sua doença e antes ainda de os seus livros serem traduzidos para várias línguas e de se tornarem internacionalmente famosos, Borges escreveu, amou e envolveu-se em polémicas locais de uma forma apaixonadamente aventureira. Neste estudo, Jason Wilson explora a vida tumultuosa do jovem Borges nas ruas e nos cafés de Buenos Aires e traça o mapa das suas amizades literárias, dos seus casos amorosos e das suas viagens. Borges afirmava nunca ter inventado nenhuma personagem: “Sou sempre eu, subtilmente disfarçado”. Esclarecendo as relações que se podem estabelecer entre a biografia e as ficções, Wilson recorda-nos que Borges foi sempre um poeta cuja vida era recriada no seu trabalho – mas nunca de uma forma confessional – e restaura as suas origens argentinas. +

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O REGRESSO DE MARTIN GUERRE

NATALIE ZEMON DAVIS

Capa Jovem recém-casado, Martin Guerre deixou a sua vila do Languedoc, reaparecendo uma dúzia de anos mais tarde, quando já um outro camponês lhe tinha usurpado a identidade, a mulher e a propriedade. Este caso deu origem, em 1560, em Toulouse, a um dos processos judiciais mais famosos do século XVI e, mais tarde, através do relato elaborado pelo juiz Jean de Coras, a um dos primeiros best-sellers da edição moderna. Quem eram o verdadeiro e o falso Martin Guerre? Quais as motivações da enigmática Bertrande de Rols e qual o papel desempenhado pela aldeia de Artigat?

A investigação da conhecida historiadora Natalie Zemon Davis, consultora do filme Le Retour de Martin Guerre (1982) de Daniel Vigne, protagonizado por Gérard Depardieu e Nathalie Baye, acrescenta novas dimensões a esse famoso caso, que inspirou também a obra Sommersby (1993), dirigida por Jon Amiel, com Jodie Foster e Richard Gere.

Assinalando os 25 anos do aparecimento deste livro em inglês, e sublinhando a importância de uma obra que é hoje um clássico da Micro-história, a edição portuguesa inclui um ensaio recente em que a autora regressa à estória de Martin Guerre e aos problemas que esta levanta em torno da identidade e da memória, para nos dar um testemunho espantoso sobre a "escrita da história".

«Só podemos admirar Natalie Davis pelo trabalho extraordinário de reconstrução histórica que levou a cabo sem qualquer tipo de condicionamento ideológico.» Emmanuel Le Roy Ladurie, New York Review of Books +


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O SéCULO XVI

EUAN CAMERON

Capa O século XVI assistiu a algumas das mais abruptas e traumáticas transformações alguma vez experimentadas pela sociedade e pela cultura europeias. Este volume conta com a colaboração de seis reputados académicos que, nos respectivos campos de especialização, procuram compreender esse século complexo e tumultuoso.

A economia, a política, a sociedade e o pensamento secular e religioso são objecto de uma abordagem temática e de uma análise cuidadas. Desenha-se ainda uma imagem detalhada da forma como os europeus edificaram e administraram os seus impérios ultramarinos. O volume questiona, testa e revê, à luz da mais moderna investigação, os conhecimentos recebidos da historiografia anterior. Uma atenção particular é dada às experiências contrastantes de regiões da Europa muitas vezes ignoradas, como o Leste e o Mediterrâneo, sempre que os seus destinos foram diversos das experiências, mais conhecidas, da França e da Alemanha. Com esta nova abordagem do século XVI, alteram-se muitas concepções que se tornaram lugares-comuns nos manuais escolares, desde a ideia de "revoluções" múltiplas até à ascensão dos estados-nação.

Colaboradores: Christopher Black, da Universidade de Glasgow; David Brading, da Universidade de Cambridge; Mark Greengrass, da Universidade de Sheffield; Charles G. Nauert, da Universidade do Missouri-Columbia; Tom Scott, da Universidade de St. Andrews. +


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PABLO PICASSO

MARY ANN CAWS

Capa Mary Ann Caws parte das relações sempre em mudança de Pablo Picasso com os seus amigos íntimos, entre os quais Gertrude Stein, Pierre Reverdy, Jean Cocteau, André Breton, Paul Éluard e o crítico Roland Penrose. E, sobretudo, com Max Jacob e Guillaume Apollinaire. Descreve cronologicamente a vida do artista e organiza-a por temas: os primeiros anos de Picasso em Barcelona; a bande à Picasso no Bateau-Lavoir, em Paris; a sua colaboração com os Ballets Russes de Diaghilev; a admiração que lhe votam os surrealistas; a sua ligação no Partido Comunista e o seu retiro para o Sul de França. A obra aborda também as suas relações com as mulheres, nomeadamente as suas companheiras: Fernande Olivier, Eva Gouel, Olga Koklova, Dora Maar, Françoise Gilot e Jacqueline Roque. Pablo Picasso conta ainda com um prefácio do reputado crítico de arte Arthur C. Danto. +

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PALMEIROS E SAPATEIROS

A Confraria de S. Crispim e S. Crispiniano do Porto (séculos XIV a XVI)

ARNALDO SOUSA MELO, HENRIQUE DIAS, MARIA JOãO OLIVEIRA E SILVA

Capa Existe na Cidade do Porto uma Irmandade ou Confraria antiga, que guarda nos seus arquivos muita documentação desde a Idade Média. Mudou de sítio, da baixa ribeirinha para o alto da cidade, mas não perdeu o precioso tesouro da sua documentação. É a Irmandade de S. Crispim e de S. Crispiniano, padroeiros dos sapateiros e de todos os fabricantes de couros e calçado, a Confraria e Hospital dos Palmeiros. (Geraldo J. A. Coelho Dias, antigo Professor da Faculdade de Letras do Porto) +

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SCRIPTORES ET NOTATORES

A produção documental da Sé do Porto (1113-1247)

MARIA JOãO OLIVEIRA E SILVA

Capa A escrita é um instrumento fundamental para qualquer instituição ou sociedade. Escrever, e em seguida guardar, são actos cuja necessidade se foi tornando diária, face às exigências de organizar, gerir, administrar. O que se procurou neste trabalho foi conhecer essa “rotina da escrita” na Sé do Porto, durante os séculos centrais da Idade Média. Que tipo de documentos se redigiram, quem os redigiu, que fórmulas foram utilizadas, são algumas das questões que permitiram conhecer a produção documental da Sé portuense entre 1113 e 1247, definir-lhe fases de evolução, e compará-la com as congéneres nacionais e internacionais já estudadas. +

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WALTER BENJAMIN

ESTHER LESLIE

Capa Walter Benjamin, crítico, ensaísta, tradutor, filósofo - um dos intelectuais mais influentes do século XX - ainda hoje nos intriga. O seu trabalho provocou uma série de reacções, desde romances, óperas, filmes e obras de arte, a uma série inesgotável de trabalhos académicos. Nesta nova biografia, a primeira a ser levada a cabo desde há uma década, Esther Leslie recorre à quase totalidade da correspondência de Benjamin, recentemente publicada, inspirando-se nos seus numerosos diários e escritos autobiográficos, de forma a dar uma versão fiel das suas experiências e reflexões.

Benjamim tinha muitos interesses: as suas memórias de infância com todos os seus equívocos: a paixão pelas viagens, que provocavam uma sensação de desfasamento e de novidade, os brinquedos, as cidades, os livros-surpresa e os navios. A todos é dada a devida atenção à medida que a autora percorre as percepções caprichosas de Benjamim, interligando-as com a sua experiência de vida. Acompanhamos Benjamin nas suas deambulações de Berlim até Capri, Ibiza, Riga, Moscovo, Paris e finalmente até à fronteira espanhola onde morre em 1940.

A atenção meticulosa dedicada à jornada política, intelectual, geográfica e cultural de Benjamin desafia a representação populista do intelectual como figura trágica e solitária. Walter Benjamin repõe a sua personagem principal no seu devido lugar enquanto artista combativo e homem ávido de experiências. +