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ESTHER LESLIE
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Walter Benjamin, crítico, ensaísta, tradutor, filósofo - um dos intelectuais mais influentes do século XX - ainda hoje nos intriga. O seu trabalho provocou uma série de reacções, desde romances, óperas, filmes e obras de arte, a uma série inesgotável de trabalhos académicos. Nesta nova biografia, a primeira a ser levada a cabo desde há uma década, Esther Leslie recorre à quase totalidade da correspondência de Benjamin, recentemente publicada, inspirando-se nos seus numerosos diários e escritos autobiográficos, de forma a dar uma versão fiel das suas experiências e reflexões.
Benjamim tinha muitos interesses: as suas memórias de infância com todos os seus equívocos: a paixão pelas viagens, que provocavam uma sensação de desfasamento e de novidade, os brinquedos, as cidades, os livros-surpresa e os navios. A todos é dada a devida atenção à medida que a autora percorre as percepções caprichosas de Benjamim, interligando-as com a sua experiência de vida. Acompanhamos Benjamin nas suas deambulações de Berlim até Capri, Ibiza, Riga, Moscovo, Paris e finalmente até à fronteira espanhola onde morre em 1940.
A atenção meticulosa dedicada à jornada política, intelectual, geográfica e cultural de Benjamin desafia a representação populista do intelectual como figura trágica e solitária. Walter Benjamin repõe a sua personagem principal no seu devido lugar enquanto artista combativo e homem ávido de experiências. + |
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MARY ANN CAWS
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Mary Ann Caws parte das relações sempre em mudança de Pablo Picasso com os seus amigos íntimos, entre os quais Gertrude Stein, Pierre Reverdy, Jean Cocteau, André Breton, Paul Éluard e o crítico Roland Penrose. E, sobretudo, com Max Jacob e Guillaume Apollinaire. Descreve cronologicamente a vida do artista e organiza-a por temas: os primeiros anos de Picasso em Barcelona; a bande à Picasso no Bateau-Lavoir, em Paris; a sua colaboração com os Ballets Russes de Diaghilev; a admiração que lhe votam os surrealistas; a sua ligação no Partido Comunista e o seu retiro para o Sul de França. A obra aborda também as suas relações com as mulheres, nomeadamente as suas companheiras: Fernande Olivier, Eva Gouel, Olga Koklova, Dora Maar, Françoise Gilot e Jacqueline Roque.
Pablo Picasso conta ainda com um prefácio do reputado crítico de arte Arthur C. Danto. + |
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JASON WILSON
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A imagem mais conhecida de Borges é a de um homem cego, um decano das letras em cuja escrita a emoção era subjugada pelo jogo das ideias. No entanto, Borges, que nasceu em Buenos Aires, em 1899, só ficou efectivamente cego nos anos 50 do século passado, e nas décadas anteriores à sua doença e antes ainda de os seus livros serem traduzidos para várias línguas e de se tornarem internacionalmente famosos, Borges escreveu, amou e envolveu-se em polémicas locais de uma forma apaixonadamente aventureira.
Neste estudo, Jason Wilson explora a vida tumultuosa do jovem Borges nas ruas e nos cafés de Buenos Aires e traça o mapa das suas amizades literárias, dos seus casos amorosos e das suas viagens. Borges afirmava nunca ter inventado nenhuma personagem: “Sou sempre eu, subtilmente disfarçado”. Esclarecendo as relações que se podem estabelecer entre a biografia e as ficções, Wilson recorda-nos que Borges foi sempre um poeta cuja vida era recriada no seu trabalho – mas nunca de uma forma confessional – e restaura as suas origens argentinas.
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