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A produção documental da Sé do Porto (1113-1247) |
MARIA JOãO OLIVEIRA E SILVA
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| Título Scriptores et Notatores |
| Colecção Fio do Norte |
| Autores
Maria João Oliveira e Silva |
| ISBN 978-989-8171-02-3 |
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| Publicação Outubro 2008 |
| Encadernação Capa mole |
| Formato 17 x 23,5 cm |
| Páginas 240 |
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| PVP € 15,75 |
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| A escrita é um instrumento fundamental para qualquer instituição ou sociedade. Escrever, e em seguida guardar, são actos cuja necessidade se foi tornando diária, face às exigências de organizar, gerir, administrar. O que se procurou neste trabalho foi conhecer essa “rotina da escrita” na Sé do Porto, durante os séculos centrais da Idade Média. Que tipo de documentos se redigiram, quem os redigiu, que fórmulas foram utilizadas, são algumas das questões que permitiram conhecer a produção documental da Sé portuense entre 1113 e 1247, definir-lhe fases de evolução, e compará-la com as congéneres nacionais e internacionais já estudadas. Ler excerto |
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SCRIPTORES ET NOTATORES |
A produção documental da Sé do Porto (1113-1247) |
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| “De 1120 a 1406 a cidade do Porto pertenceu a um senhor: o bispo, que detinha a jurisdição espiritual e temporal. Por causa desta última, os sucessivos prelados travaram lutas constantes quer com os habitantes do burgo, liderados por uma burguesia crescente, quer com os monarcas. As etapas desta luta foram já traçadas. A primeira delas, de “convivência pacífica”, localiza-se entre 1120 e 1176, ou seja, abarca os episcopados de D. Hugo (1113-1136), D. João Peculiar (1137-1138), D. Pedro Rabaldes (1138-1145), D. Pedro Pitões (1146-1152) e D. Pedro Sénior (1154-1174). É a fase de restauração e formação da diocese e de organização desta e do próprio burgo. Nela se localizam dois episcopados bastantes longos e marcantes, os de D. Hugo e de D. Pedro Sénior. Nela também se forma e organiza, como veremos, a própria chancelaria. A segunda fase começou em 1176 e estendeu-se para além dos limites deste trabalho, tendo terminado em 1314. É a fase da “luta contra o poder episcopal”, ou, vista do lado dos bispos, da luta pela defesa do poder episcopal contra as investidas régias e burguesas. D. Fernando Martins (1176-1185), mas principalmente D. Martinho Rodrigues (1191-1235) e D. Pedro Salvadores (1235-1247) protagonizaram, no período que nos ocupa, essas lutas. Depois de 1314, e até 1345, deu-se “a vitória do poder civil” seguida da “laicização do concelho” de 1345 até 1406. O âmbito cronológico do nosso trabalho não abrange todas estas fases. No entanto, dividiremos este capítulo em duas partes, correspondendo aos dois primeiros períodos que marcaram e caracterizaram a história da cidade do Porto, dos seus bispos e da sua diocese.” |
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